Não, o Colosso não está mais lá... mas graças a ele ganhei 100 mil reais, que o Dr. João Luiz pode ir pagando do jeito que achar mais prático... Quem manda insistir que as Colunas de Hércules, em Gibraltar, eram uma das sete maravilhas do mundo antigo? Alías, sabiam que nessa viagem passamos por 3 das sete maravilhas? Rodes, onde ficava o Colosso, Bodrum, onde ficava o Mausoleu de Halicarnassus, e Kusadasi, que é pertinho de Efeso, onde ficava o Templo de Diana.
Anyway, Rodes foi minha parada favorita nessa viagem... o "coração" da cidade e da ilha é a antiga cidade murada, que fica bem pertinho do porto, deu até pra ir a pé. A cidade murada é linda, coisa de filme mesmo, com ruazinhas arborizadas, vias quase que de uso exclusivo para pedestres e milhares de pequenos pátios floridos e cheios de gatos... tudo isso com um monte de mesquitas e fortes antigos espalhados pelo meio, sendo o maior deles o "Palácio do Grão-Mestre", onde ficava a sede de uma dessas ordens de cavaleiros que insistia em tentar tomar Jerusalem, e é a grande visita da cidade. Vale pelos mosaicos belissimos, apesar de ser uma visita um pouco cansativa.
Pra mim o ponto alto da visita foi sim bater perna pela cidade. Sabe aquelas em que dá pra esquecer do mundo, e simplesmente andar à toa? É Rodes... Vou inclusive tentar vender a ideia de um Consulado-Geral por lá... vai que cola?
São milhares de lojinhas e restaurantes, espalhados pela cidade antiga, e vários hoteis e pensões instalados em casas e palacetes antigos... tudo bonito, limpo e aceitando euros :)
Enfim, eventualmente queremos voltar, de preferência só pra Rodes e Bodrum (eu falo dessa amanhã!)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Greve de Fome
No dia que a gente voltou de viagem, apareceu uma história de um brasileiro que estaria iniciando uma greve de fome, pra protestar contra a justiça caboverdiana.
6 dias de greve, o cara finalmente desmaiou e desistiu... voltou pro Brasil no dia que eu estava dando entrada no hospital...
Eu só sei que a história é complicada e cheia de versões, mas pelo menos o pessoal da Embaixada conseguiu garantir que a saúde do cara não foi comprometida, e NÃO deixaram ele seguir com a brilhante ideia que teve antes, de seguir daqui de CV pra Guiné Bissau!
6 dias de greve, o cara finalmente desmaiou e desistiu... voltou pro Brasil no dia que eu estava dando entrada no hospital...
Eu só sei que a história é complicada e cheia de versões, mas pelo menos o pessoal da Embaixada conseguiu garantir que a saúde do cara não foi comprometida, e NÃO deixaram ele seguir com a brilhante ideia que teve antes, de seguir daqui de CV pra Guiné Bissau!
domingo, 7 de junho de 2009
A Viagem, parte 3 - Creta
Creta é um passeio bem interessante... nossa estadia ia ser um pouco curta, mas aparentemente tudo que queriamos visitar ficava a no máximo uns 20 minutos de carro do porto, então decidimos encarar, sem excursão mesmo... Alias, a única excursão que pensamos em encarar era a de Rodes, mas estava lotada :P
Pegamos um táxi em frente ao porto, que topou nos acompanhar ida e volta ao palácio de Knossos por 70 euros... a excursão do navio custava 60 POR PESSOA! Com o Gui pagando 40, e não incluia ingressos nem comida... screw that!
O Palácio de Knossos é a principal atração da ilha, e representa o ápice da civilização cretense... é uma visita muito legal, apesar de meio cansativa... fizemos umas comprinhas depois do passeio e acabamos chegando até cedo no navio, então deu até pra curtir as piscinas, e pro Gui ir na brinquedoteca.
Daria pra ter esticado a visita ao museu arqueológico e pra ter comido um Gyro, mas a gente preferiu descansar :)
Eu realmente estou por fora de como está o quesito fotos, então cobrem lá da Dona Neda, ok?
Pegamos um táxi em frente ao porto, que topou nos acompanhar ida e volta ao palácio de Knossos por 70 euros... a excursão do navio custava 60 POR PESSOA! Com o Gui pagando 40, e não incluia ingressos nem comida... screw that!
O Palácio de Knossos é a principal atração da ilha, e representa o ápice da civilização cretense... é uma visita muito legal, apesar de meio cansativa... fizemos umas comprinhas depois do passeio e acabamos chegando até cedo no navio, então deu até pra curtir as piscinas, e pro Gui ir na brinquedoteca.
Daria pra ter esticado a visita ao museu arqueológico e pra ter comido um Gyro, mas a gente preferiu descansar :)
Eu realmente estou por fora de como está o quesito fotos, então cobrem lá da Dona Neda, ok?
Sobrevivendo no SUS Africano...
Bom, deixa começar dizendo que Cabo Verde não tem SUS "per se". O sistema de saúde é universal, mas cobra os atendimentos de todos os usuários, apesar dos custos serem altamente subsidiados... pra se ter uma ideia, eu fiquei 4 dias internado e recebendo medicação por menos de 200 euros...
Ou seja, não é propriamente um hospital público, como os do Brasil, que dependem exclusivamente do Estado para terem recursos. Então a comparação direta é meio injusta...
Em termos de instalações, eu me surpreendi... o hospital Doutor Agostinho Neto é grande, bem arejado, e tem boas instalações de maneira geral. Dá um banho em muito hospital público brasileiro, especialmente fora dos grandes centros.
Falando de especialidades, é bem limitado... mas eu só posso avaliar a cirurgia e a parte de exames, então vamos a elas...
Eu fui MUITO ajudado pela Dona Maria José, que conhece TODO MUNDO em Cabo Verde (porque essa mulher não larga a Embaixada e se dedica a politica, eu não sei!) e conseguiu atendimento imediato com o médico do setor de cirurgia...
Foi ai que conheci o Dr. Morris Makar, egípcio morando em CV a mais de 30 anos, e que me passou uma excelente impressão, e após um exame rápido, em que ele quase removeu meu apendice com a mão mesmo, fui encaminhado para exames... ecografia e hemograma. Pela avaliação dele, confirmava a crise de apendicite, mas dependendo do caso trataria com remédio ou cirurgia.
O hemograma foi bem rápido, mas infelizmente me informaram que ia demorar um pouco os resultados por que faltava água no hospital naquele momento... isso me assustou um pouco, mas eu AINDA não estava internado...
A ecografia foi feita por dois médicos, com aparelhos de sensibilidades diferentes. O primeiro, operado por uma médica caboverdiana, não conseguiu uma boa definição, e eu fui encaminhado pra um médico cubano, que usando um aparelho melhor rapidamente conseguiu localizar o tal Plastão Apendicular e me mandou de volta pro cirurgião...
Com o resultado, o Dr. Morris confirmou que não era caso de operar ainda, por estar muito inflamado, o que arriscava estourar durante a cirurgia e facilitava causar infecção posteriormente, então teria de me internar pra fazer tratamento com antibióticos, via intravenosa. UHU! NOT!
Ai eu me assustei um pouco, porque não existe isso de "apartamento", mas sim um monte de enfermarias, a maioria das quais bem cheias. A enfermeira inclusive disse que não tinha leitos de observação. Mas o Dr. Morris rapidamente arrumou um leito no pós-operatório pra mim, que por sorte é uma sala com só dois leitos, e até ar-condicionado (eu mencionei que tá um calor terrivel aqui esses dias?).
Eu me instalei ai pelas 10:30h, recebi medicação e colocaram a intravenosa na minha mão, e a Neda foi em casa pegar roupa de cama, travesseiro, roupas, dvd portatil, livros e coisa e tal, no horario de visitas, as 15hs... Aproveitou pra perguntar se precisava trazer comida, ou se me alimentariam... A enfermeira chefe disse que não se preocupasse, que iam me alimentar... Beleza...
Até ai estava tudo muito agradavel até... ventinho bom, quarto só pra mim, mas claro que nada dura... antes da Neda retornar, chega o Adriano, que seria meu companheiro de quarto, e que ia se operar na manhã seguinte... Beleza, problema nenhum... ainda estou no lucro... mas com um pouco de fome...
E nada de aparecer comida... eu abstrai e tentei tirar uma soneca, e mais ou menos 15hs chegou a Neda... troquei de roupa, arrumamos meu espaço, e eu peço pra perguntar sobre a comida, explicando que a dor não me deixava ter muita fome, mas que daqui a pouco ia começar a ficar brabo o negócio... novamente, garantiram que iam me dar comida... nessa hora, nem medo mais eu tinha... só fome mesmo... E a Neda voltou pra casa pra cuidar do Gui...
Aproveitei pra conhecer o banheiro, e com a tal falta de água, deixa só adiantar que o negócio tava BRAVO! Feio mesmo... um banheiro pra um monte de pacientes, e parece que o pessoal da limpeza não tava muito a fim de encarar essa responsabilidade não! Alias, o pessoal da limpeza fazia um básico muito respeitavel, mas se chamar fora do horario, eles te odeiam... na hora da minha medicação o enfermeiro limpou o tubo da intravenosa e vazou soro e sangue, caindo no chão do quarto... foi mais de uma hora pra moça aparecer, PUTA da vida, e limpar do lado da cama... mas ai já tinha escorrido e formado uma poça embaixo da cama, que só a noite limparam...
Banho era meio tosco também, porque os os chuveiros estavam quase todos semi-estrupiados e um cheirinho nada agradável subia pelo ralo... mas dei conta...
Mas no quesito comida, NADA apareceu, até que as 21hs eu pedi que olhassem isso, que eu não comia desde as 9 da manhã. Me arrumaram um pouco de canja, e eu fiquei convencido que estava dentro do esquema de comida agora...
Passei a noite com calor, porque apesar de ter ar-condicionado, ninguem se dignou a ligar :P
Contei tudo pra Neda, claro, e no dia seguinte tive café da manhã e almoço (porque ela trouxe, no hospital me esqueceram de novo, menos no fim da tarde, quando eu pedi e me ofereceram uma caneca de canja) e infelizmente fiquei com fome a noite, porque o Gui armou um barraco e a Neda não pode ir me ver...
Mas pelo menos dormi bem, sem calor, porque descobrimos que o Adriano é técnico em refrigeração, e ele conseguiu reprogramar um controle remoto de outro aparelho e ligar nosso AC!
Dia seguinte, quinta-feira, comi feito um rei, porque D. Neda garantiu que não ia faltar mais nada! Mas tava batendo um desespero pra ir embora... Dr. Morris informou que eu só poderia ir na sexta-feira, então depois de me desesperar um pouco, acabei me conformando. E finalmente descobri o problema com a comida...
No horário do almoço espera-se que os pacientes que conseguem andar vão comer no refeitório! Mas ninguem se dignou a me avisar... Quando finalmente eu descobri, também descobri que mesmo que eu fosse, não poderia comer, porque no almoço não tem a dieta que me prescreveram (líquida/pastosa). Só à noite, quando todos comem sopa! Ah! Valeu por explicar!
Na sexta pela manhã fui liberado, e voltamos pra casa... Ainda fico mais 10 dias tomando remédios, e eventualmente vamos ter de ir operar... mas com calma, sem sustos agora :)
Então, minha avaliação...
Médicos - Nota 10 - Os que me atenderam foram atenciosos, simpáticos e profissionais, além de me passarem segurança. Me operaria com eles numa boa... mas ia preferir fazer o pós-operatório em casa.
Enfermeiros/as - Nota 7,5 - Alguns foram bons, outros nem tanto, foram meio bruscos, e tinha a tia que reclamava quando eu ia ao banheiro e subia sangue no tubo da IV... MAS nem me dava uma opção nem ia limpar o tubo! Mas de maneira geral foi positivo...
Limpeza:
Do quarto - Nota 7 - Seria mais alta se não tivesse rolado o esquema da poça, se numa das noites não tivesse entrado uma mariposa no quarto e o servente tosco não tivesse matado a dita COM A CORTINA, e eu passei a noite com uma mancha gigante em forma de mariposa me olhando...
Dos Banheiros - Nota 1 - A falta de água crônica não ajuda, e a má vontade do pessoal da limpeza atrapalha mais ainda... teve um urinol que passou quase 3 dias em cima da pia do banheiro!
Estrutura - Nota 6 - Desconsiderando os banheiros seria mais alta a nota... e se tivessem o cuidado de fazer pequenas adaptações e consertos, com certeza ganharia pontos aqui também... Por exemplo, que tal ganchos nos banheiros e chuveiros, assim os pacientes não precisam segurar o soro em uma das mão enquanto fazem xixi ou tomam banho?
Comida - Nota 5 - A canja não tava ruim, mas QUASE que eu nem teria como avaliar esse quesito...
Nota geral pra experiência: 6
Preferia não ter encarado essa, mas sei que poderia ter sido BEM pior, no Brasil mesmo... Na África, não precisa nem comentar minha sorte, né?
Ou seja, não é propriamente um hospital público, como os do Brasil, que dependem exclusivamente do Estado para terem recursos. Então a comparação direta é meio injusta...
Em termos de instalações, eu me surpreendi... o hospital Doutor Agostinho Neto é grande, bem arejado, e tem boas instalações de maneira geral. Dá um banho em muito hospital público brasileiro, especialmente fora dos grandes centros.
Falando de especialidades, é bem limitado... mas eu só posso avaliar a cirurgia e a parte de exames, então vamos a elas...
Eu fui MUITO ajudado pela Dona Maria José, que conhece TODO MUNDO em Cabo Verde (porque essa mulher não larga a Embaixada e se dedica a politica, eu não sei!) e conseguiu atendimento imediato com o médico do setor de cirurgia...
Foi ai que conheci o Dr. Morris Makar, egípcio morando em CV a mais de 30 anos, e que me passou uma excelente impressão, e após um exame rápido, em que ele quase removeu meu apendice com a mão mesmo, fui encaminhado para exames... ecografia e hemograma. Pela avaliação dele, confirmava a crise de apendicite, mas dependendo do caso trataria com remédio ou cirurgia.
O hemograma foi bem rápido, mas infelizmente me informaram que ia demorar um pouco os resultados por que faltava água no hospital naquele momento... isso me assustou um pouco, mas eu AINDA não estava internado...
A ecografia foi feita por dois médicos, com aparelhos de sensibilidades diferentes. O primeiro, operado por uma médica caboverdiana, não conseguiu uma boa definição, e eu fui encaminhado pra um médico cubano, que usando um aparelho melhor rapidamente conseguiu localizar o tal Plastão Apendicular e me mandou de volta pro cirurgião...
Com o resultado, o Dr. Morris confirmou que não era caso de operar ainda, por estar muito inflamado, o que arriscava estourar durante a cirurgia e facilitava causar infecção posteriormente, então teria de me internar pra fazer tratamento com antibióticos, via intravenosa. UHU! NOT!
Ai eu me assustei um pouco, porque não existe isso de "apartamento", mas sim um monte de enfermarias, a maioria das quais bem cheias. A enfermeira inclusive disse que não tinha leitos de observação. Mas o Dr. Morris rapidamente arrumou um leito no pós-operatório pra mim, que por sorte é uma sala com só dois leitos, e até ar-condicionado (eu mencionei que tá um calor terrivel aqui esses dias?).
Eu me instalei ai pelas 10:30h, recebi medicação e colocaram a intravenosa na minha mão, e a Neda foi em casa pegar roupa de cama, travesseiro, roupas, dvd portatil, livros e coisa e tal, no horario de visitas, as 15hs... Aproveitou pra perguntar se precisava trazer comida, ou se me alimentariam... A enfermeira chefe disse que não se preocupasse, que iam me alimentar... Beleza...
Até ai estava tudo muito agradavel até... ventinho bom, quarto só pra mim, mas claro que nada dura... antes da Neda retornar, chega o Adriano, que seria meu companheiro de quarto, e que ia se operar na manhã seguinte... Beleza, problema nenhum... ainda estou no lucro... mas com um pouco de fome...
E nada de aparecer comida... eu abstrai e tentei tirar uma soneca, e mais ou menos 15hs chegou a Neda... troquei de roupa, arrumamos meu espaço, e eu peço pra perguntar sobre a comida, explicando que a dor não me deixava ter muita fome, mas que daqui a pouco ia começar a ficar brabo o negócio... novamente, garantiram que iam me dar comida... nessa hora, nem medo mais eu tinha... só fome mesmo... E a Neda voltou pra casa pra cuidar do Gui...
Aproveitei pra conhecer o banheiro, e com a tal falta de água, deixa só adiantar que o negócio tava BRAVO! Feio mesmo... um banheiro pra um monte de pacientes, e parece que o pessoal da limpeza não tava muito a fim de encarar essa responsabilidade não! Alias, o pessoal da limpeza fazia um básico muito respeitavel, mas se chamar fora do horario, eles te odeiam... na hora da minha medicação o enfermeiro limpou o tubo da intravenosa e vazou soro e sangue, caindo no chão do quarto... foi mais de uma hora pra moça aparecer, PUTA da vida, e limpar do lado da cama... mas ai já tinha escorrido e formado uma poça embaixo da cama, que só a noite limparam...
Banho era meio tosco também, porque os os chuveiros estavam quase todos semi-estrupiados e um cheirinho nada agradável subia pelo ralo... mas dei conta...
Mas no quesito comida, NADA apareceu, até que as 21hs eu pedi que olhassem isso, que eu não comia desde as 9 da manhã. Me arrumaram um pouco de canja, e eu fiquei convencido que estava dentro do esquema de comida agora...
Passei a noite com calor, porque apesar de ter ar-condicionado, ninguem se dignou a ligar :P
Contei tudo pra Neda, claro, e no dia seguinte tive café da manhã e almoço (porque ela trouxe, no hospital me esqueceram de novo, menos no fim da tarde, quando eu pedi e me ofereceram uma caneca de canja) e infelizmente fiquei com fome a noite, porque o Gui armou um barraco e a Neda não pode ir me ver...
Mas pelo menos dormi bem, sem calor, porque descobrimos que o Adriano é técnico em refrigeração, e ele conseguiu reprogramar um controle remoto de outro aparelho e ligar nosso AC!
Dia seguinte, quinta-feira, comi feito um rei, porque D. Neda garantiu que não ia faltar mais nada! Mas tava batendo um desespero pra ir embora... Dr. Morris informou que eu só poderia ir na sexta-feira, então depois de me desesperar um pouco, acabei me conformando. E finalmente descobri o problema com a comida...
No horário do almoço espera-se que os pacientes que conseguem andar vão comer no refeitório! Mas ninguem se dignou a me avisar... Quando finalmente eu descobri, também descobri que mesmo que eu fosse, não poderia comer, porque no almoço não tem a dieta que me prescreveram (líquida/pastosa). Só à noite, quando todos comem sopa! Ah! Valeu por explicar!
Na sexta pela manhã fui liberado, e voltamos pra casa... Ainda fico mais 10 dias tomando remédios, e eventualmente vamos ter de ir operar... mas com calma, sem sustos agora :)
Então, minha avaliação...
Médicos - Nota 10 - Os que me atenderam foram atenciosos, simpáticos e profissionais, além de me passarem segurança. Me operaria com eles numa boa... mas ia preferir fazer o pós-operatório em casa.
Enfermeiros/as - Nota 7,5 - Alguns foram bons, outros nem tanto, foram meio bruscos, e tinha a tia que reclamava quando eu ia ao banheiro e subia sangue no tubo da IV... MAS nem me dava uma opção nem ia limpar o tubo! Mas de maneira geral foi positivo...
Limpeza:
Do quarto - Nota 7 - Seria mais alta se não tivesse rolado o esquema da poça, se numa das noites não tivesse entrado uma mariposa no quarto e o servente tosco não tivesse matado a dita COM A CORTINA, e eu passei a noite com uma mancha gigante em forma de mariposa me olhando...
Dos Banheiros - Nota 1 - A falta de água crônica não ajuda, e a má vontade do pessoal da limpeza atrapalha mais ainda... teve um urinol que passou quase 3 dias em cima da pia do banheiro!
Estrutura - Nota 6 - Desconsiderando os banheiros seria mais alta a nota... e se tivessem o cuidado de fazer pequenas adaptações e consertos, com certeza ganharia pontos aqui também... Por exemplo, que tal ganchos nos banheiros e chuveiros, assim os pacientes não precisam segurar o soro em uma das mão enquanto fazem xixi ou tomam banho?
Comida - Nota 5 - A canja não tava ruim, mas QUASE que eu nem teria como avaliar esse quesito...
Nota geral pra experiência: 6
Preferia não ter encarado essa, mas sei que poderia ter sido BEM pior, no Brasil mesmo... Na África, não precisa nem comentar minha sorte, né?
sábado, 6 de junho de 2009
I'm back!
Barely, but anyway...
Ok, 3 noites num hospital africano fizeram maravilhas pela minha saúde (depois eu escrevo sobre isso em detalhes) e já voltei pra casa, desde ontem a tarde...
Como Dona Neda informou, terça descobrimos que eu sou uma especie de Wolverine/T1000 (o ciborgue de metal liquido do Terminator 2) e meu corpo estava estocando um apendice estourado pra quando fizesse falta...
Mas como até o T1000 eventualmente foi derrotado, o "Plastrão Apendicular" inflamou, e eu acabei tendo de tomar antibioticos, soro, antinflamatórios E ainda terei de me operar, quando a inflamação for finalmente debelada... ou seja, vislumbramos no futuro próximo uma viagem para o Brasil, para que eu seja trinchado como um porco... :(
Mas, por hora, estou de volta, e hoje a noite tento retomar a narrativa da viagem E fazer um breve relato sobre a estadia no hospital E quem sabe ainda comento sobre as novidades (voo 447, Guiné Bissau e caso Goldman).
Ok, 3 noites num hospital africano fizeram maravilhas pela minha saúde (depois eu escrevo sobre isso em detalhes) e já voltei pra casa, desde ontem a tarde...
Como Dona Neda informou, terça descobrimos que eu sou uma especie de Wolverine/T1000 (o ciborgue de metal liquido do Terminator 2) e meu corpo estava estocando um apendice estourado pra quando fizesse falta...
Mas como até o T1000 eventualmente foi derrotado, o "Plastrão Apendicular" inflamou, e eu acabei tendo de tomar antibioticos, soro, antinflamatórios E ainda terei de me operar, quando a inflamação for finalmente debelada... ou seja, vislumbramos no futuro próximo uma viagem para o Brasil, para que eu seja trinchado como um porco... :(
Mas, por hora, estou de volta, e hoje a noite tento retomar a narrativa da viagem E fazer um breve relato sobre a estadia no hospital E quem sabe ainda comento sobre as novidades (voo 447, Guiné Bissau e caso Goldman).
terça-feira, 2 de junho de 2009
No estaleiro
Olá todo mundo!
João pediu para eu dar uma passadinha por aqui e me desculpar antecipadamente pela pausa nas postangens, mas é que ele teve que ser internado para cuidar de uma apendicite hiperplásica, que é o mesmo que um plastão apendicular. Ele vai ter que ficar dois ou três dias internado para tomar antibióticos e então volta pra casa. Segundo o médico, é possível que não precise de cirurgia por agora desde que responda bem ao tratamento.
Obrigada
Neda
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